Mesorregião do Sudoeste Paranaense


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Sudoeste Paranaense - Estado Paraná

Mesorregiões limítrofes Centro-Sul Paranaense, Oeste Paranaense, Oeste Catarinense

Características geográficas
Área 11.645,792 km²
População 476.540 hab. IBGE 2007
Densidade 40,92 hab./km²
Indicadores
IDH médio 0,782 PNUD/2000
PIB R$ 4.275.127.000,00 IBGE/2005
PIB per capita R$ 8.971,00 IBGE/2005-2007
A mesorregião do Sudoeste Paranaense é uma das dez mesorregiões do estado brasileiro do Paraná. É formada pela união de 37 municípios agrupados em três microrregiões. Na prática a região engloba também a Microrregião de Palmas, embora o IBGE considere esta parte da Mesorregião Centro-Sul Paranaense. Por causa disto, as entidades da região se organizaram e por meio dos representantes da região está tentando, via projeto de lei, formalizar a inclusão daquela microrregião na Mesorregião Sudoeste.


História
A ocupação territorial da região começou ainda no final do século passado. Porém esta foi muito incipiente até os anos 20, quando aumentou o volume de imigrantes na região. O boom da ocupação deu-se entre os anos 40 e 80, principalmente entre 1950 e 1970, quando muitos imigrantes advindos do Planalto Gaúcho e do leste Catarinense aportaram na região. Muitos destes imigrantes eram filhos e netos de imigrantes europeus, notadamente italianos e alemães. A vegetação da região, composta de Mata de Pinhais densas corroborou com a ocupação fornecendo madeira gratuita e abundante. Hoje ainda restam muitas Araucárias, muito embora a maior parte tenha sido totalmente derrubada.

Na década de 50 o maior núcleo urbano da região era Pato Branco. Com o tempo outros núcleos foram surgindo, sendo os mais relevantes Francisco Beltrão e Dois Vizinhos. Nesta década também ocorreram conflitos importantes na região, que acabaram sendo denominados Revolta dos Colonos.

O processo de inchaço populacional da região continuou até 1980, época em que a região atingiu 521.249 habitantes, o maior número registrado até hoje. A partir deste ano a população decaiu bastante, até atingir 472.425 habitantes em 1996. O motivo maior desta queda foi a grande evasão de habitantes em direção aos estados do Centro-oeste e também em direção à capital do estado, Curitiba. Ainda hoje a evasão de jovens, principalmente na faixa dos 15-19 anos em direção à Capital é bastante elevada. Junto com a evasão populacional, outro movimento populacional intensificou-se: a evasão rural. As cidades da região, sem exceções, vêm crescendo continuamente a taxas relativamente altas, enquanto as áreas rurais apresentam quedas vertiginosas no seu quadro populacional. Este movimento, natural e contínuo ao longo do tempo, pode ser explicado pela mecanização da agricultura cada vez mais intensa, e que força muitos trabalhadores a procurarem emprego nas cidades e também pela industrialização um tanto recente em diversos municípios, o que atrai mão-de-obra rural, mesmo que esta ainda conviva com condições razoáveis no campo.


Economia
A economia da região é bastante dependente da agricultura e suas indústrias derivadas. Existem, instaladas na região, diversas empresas relacionadas ao Agronegócio, algumas de expressão nacional como a Sadia e a Perdigão. Nos últimos anos vários investimentos foram anunciados, e muitos outros estão sob estudo. O resultado é que hoje a região sudoeste já é responsável pelo segundo maior VBP (valor bruto agropecuário) do estado, maior até mesmo que o da notável região norte, e menor apenas que o da Região Oeste do Paraná, obtendo um crescimento nesta área muito superior ao das outras regiões do estado, tanto que, proporcionalmente, considerando-se o VBP/km², a média da região é muito superior ao das outras mesorregiões estaduais.


Clima
O clima predominante na região é o Cfa, embora coexista em menor área o Cfb. As áreas mais quentes ficam ao redor de Capanema, onde a altitude fica em torno dos 250 m. Já as áreas mais frias fica na divisa com a Santa Catarina, nas altitudes acima de 800 m.