Francisco Beltrão - Sudoeste do Paraná     
 
Conheça melhor o município de Francisco Beltrão

 

Aspectos Gerais

 

Gentílico: Beltronense
Data de Fundação: 03/12/2009

Área: 731,731 km2 km²
População: 72409 habitantes
Altitude Média: 600 metros m
Clima:

Economia

A economia beltronense é a maior na mesorregião e a 20º do estado, com um PIB de R$ 677.603.388,00, o que perfaz um PIB per capita de R$ 9.661,00.[6] Por ser um dos maiores municípios da região, a cidade acaba concentrando boa parte dos serviços e do comércio da região. As atividades econômicas que mais geram empregos são a indústria de produtos alimentíceos, a indústria têxtil, o comércio varejista e a administração pública. A divisão entre os três setores é bastante equilibrada, havendo uma pequena vantagem para o setor de comércio e serviços. Entre os anos de 2000 e 2004 o PIB do município apresenta uma expansão real de 42,68%, ou uma expansão geométrica anual de 7,37%, muito acima da média do estado que, no mesmo período, foi de 4,3% a.a., e abaixo da média da microrregião que foi de 9,63% a.a.. Como um dos resultados diretos do bom momento econômico, o emprego formal cresce velozmente. Entre Janeiro de 2000 e Novembro de 2006, de acordo com dados do MTE/CAGED, foram gerados 7657 novos empregos formais, um incremento muito significativo para uma População Economicamente Ativa estimada em 34 mil habitantes.

Setor primário

A extensa área territorial e o latossolo roxo de excelente qualidade contribuem para que a agricultura e a pecuária tenham expressiva importância na formação do PIB municipal. Todavia o relevo é algo acidentado em boa parte do território, impedindo um melhor aproveitamento do potencial agrícola. Na agricultura as duas principais culturas são a soja e o milho. No ano de 2004 a cultura da soja, mesmo criticamente prejudicada pela severa estiagem, gerou R$ 18,8 milhões em dividendos para o município, em uma área plantada de 12 mil hectares (algo como um sexto da área total do município). No mesmo ano o milho, que é cultivado na mesma época da Soja, também sofreu com a estiagem, e acabou gerando apenas R$ 23,1 milhões para a economia municipal. em uma área de 20 500 hectares plantados (um quarto da área municipal). A produção que em anos regulares costuma gerar em torno de 9 000 kg/ha (360 sacas/alqueire), neste ano de 2004 acabou sendo apenas, em média, 4 512 kg/ha (180 sacas/alqueire). O impacto foi profundo na economia municipal, e o pib cresceu apenas 3,1% em relação ao ano anterior (2003-2004), uma queda de 8 p.p. em relação ao crescimento verificado entre 2002-2003. Ainda sim a variação das culturas produzidas no município foi suficiente para colocar Francisco Beltrão na 99° posição nacional no quesito PIB agropecuário, representando 0,12% da produção nacional. No município também são cultivados comercialmente aveia, batata-doce, cana-de-açucar, feijão, fumo, mandioca, trigo e uva. Nos anos de 2004 e 2005 secas castigaram severamente a região quebrando a produção de algumas culturas, notadamente soja e milho. Esta ocorrência climática deve contribuir ainda mais para a retração da população rural, que já vinha caindo a taxas de 2,66% ao ano, pois com as secas as condições financeiras de boa parte dos pequenos produtores rurais agravaram-se. Sem dinheiro e atolados em dívidas, os produtores organizaram protestos no ano de 2006 tentando sensibilizar o governo federal sobre a sua situação. A safra de verão 2006/2007 tem boas chuvas e promete uma recuperação economica forte ao município.
Na pecuária as principais atividades são a bovinocultura, a suínocultura, a avicultura, a produção de leite, de mel e de ovos de galinha e codorna. A avicultura ocupa lugar de destaque na composição do PIB do setor primário, devido a existência de uma unidade industrial da Sadia, que absorve uma expressiva parcela da População Economicamente Ativa municipal (cerca de 8%) e ainda mantém cerca de 800 aviários em toda a região, sendo de grande importância para o município. Na indústria extrativista a produção mineral se concentra basicamente em dois tipos de produtos, argila e pedra-brita (basalto).

Geografia

Francisco Beltrão está localizado bem ao centro do Sudoeste do Paraná, na latitude e longitude. Fica situado cerca de 40 km ao Oeste da cidade de Pato Branco, cerca de 130 km ao Sul de Cascavel, a quase 380 km da Capital do Estado, Curitiba, 70 km a leste da divisa com a Argentina, e cerca de 30 km ao norte da divisa com o estado de Santa Catarina.
A área do município é de 735 km² sendo que a área urbanizada é de aproximadamente 30 km², ficando o núcleo urbano, situado na parte sudeste do município, próximo a divisa com o município de Marmeleiro, cuja área urbana encontra-se distante cerca de 5 km da cidade de Francisco Beltrão. Por tal motivo a integração entre os dois municípios é grande.

Geologia

O município encontra-se sobre um derrame basáltico antigo, no Terceiro Planalto do Paraná, ou Planato de Guarapuava. A composição do Solo é basicamente Latossolo Distrófico Roxo de textura argilosa.

Relevo

Relevo de Francisco Beltrão conforme Plano Diretor 2006.
O relevo do município é bastante variável, indo de áreas praticamente planas, principalmente ao leste e ao centro, até áreas com acentuados declives, principalmente ao Oeste, próximo a divisa com o município de Manfrinópolis, na chamada Serra do Jacutinga. A altitude varia entre 450 m nas partes planas ao nordeste, até 950m nas partes altas da serra. Na área urbana a altitude predominante gira ao redor de 560 m, sendo nas partes mais baixas de 530 m e nas partes mais altas, até 650 m.

Clima

O clima predominante de Francisco Beltrão na Classificação de Köppen é Cfa (temperado, com invernos amenos cuja temperatura é superior a -3°C e inferior a 18°C e verões quentes com temperatura superior a 22°C ). Entretanto no extremo oeste do município, nas áreas acima de 850 m de altitude ocorre a classificação climatica Cfb. Em termos quantitativos, podem ocorrer em dias de condições atmosféricas semelhantes, gradientes de até 5°C entre as baixadas no nordeste do município (450 m de altitude) e as terras altas da Serra no oeste (até 950m). Os dados climatológicos exibidos nesta página são da estação do IAPAR, que fica a 650 m de altitude, em uma região a cerca de 2 km do centro da cidade, junto a estação de tratamento de água da Sanepar.
Graças à distancia de cerca de 400 km do oceano, a amplitude térmica anual é de 9°C, sendo uma das maiores do estado. Com isso os invernos tendem a ser mais frios e os verões mais quentes que regiões com latitude e altitude semelhantes, porém localizadas em lugares mais próximos ao mar.
A parte urbana da cidade sofre pouca ação dos ventos, pois está localizada em uma espécie de bacia, sendo totalmente cercada por morros com altitudes cerca de 100 m superiores ao da área central. Deste modo o vento costuma ser de fraca intensidade, e ventos fortes só são registrados durante tempestades.

Vegetação

A cobertura vegetal original do município é considerada como Floresta Ombrófila Mista.[8] As árvores nativas mais comuns são o Pinheiro-do-Paraná, Angico, Cedro, Ipê-Roxo, Ipê-Amarelo, Canafístula, Cerejeira entre outras. Atualmente a cobertura vegetal está bastante diminuída em relação há 20 anos atrás, porém ainda existem muitas áreas cobertas por mata nativa, principalmente nas partes de relevo mais acidentado. Durante os últimos 20 anos extensas áreas cobertas por Eucaliptos e Pinus vêm sido plantadas, sendo que estas duas espécies representam hoje duas das principais espécies vegetais encontradas no município, sendo muito utilizadas como lenha e para produção de papel. Já na área urbana a cobertura vegetal é razoalvemente boa, sendo as espécies mais disseminadas o Ligustro, a Ana-Cauíta, os Ipês e a Canela. Durante o inverno parte da vegetação perde as folhas, mas muitas espécies ainda conservam a folhagem verde, característica do clima subtropical, moderadamente temperado.

Pluviometria
As chuvas são bem distribuídas ao longo do ano com maior incidência na Primavera e Outono e a menor durante o inverno (em volume). Já considerando-se os dias chuvosos, observa-se uma média de 11 a 14 dias chuvosos por mês entre os meses de Setembro até Março e de 8 a 10 dias entre Abril até Agosto.[7] A precipitação anual é superior a 2 mil milímetros, mas costuma variar bastante, principalmente devido a eventos como o El Niño. Em alguns anos foram registradas grandes enchentes devido às Chuvas excessivas causadas por este fenomeno, como em 1983 e 1997. A maior precipitação já registrada foi de 183,6 mm em 24 horas no mês de Junho de 1991.[7] Apesar da boa regularidade pluviométrica, secas e períodos de pouca precipitação são registradas periodicamente, sendo que no triênio 2003-2005 os meses de verão foram especialmente secos, causando elevadas perdas em produtividade na agricultura. Na região um período superior a 30 dias sem chuvas já podem ser considerado como seca, períodos superiores a 60 dias sem precipitação são considerados como seca severa.

Hidrografia
O município é servido por duas bacias hidrográficas distintas. A maior, em área, e mais importante é a do Rio Marrecas, que serve como fonte primária de captação de água para a parte urbana. Este Rio corre de Oeste para leste, corta a cidade ao meio, onde sua largura é aproximadamente 20 metros com profundidade inferior a um metro, e que deságua no Rio Chopim, que por sua vez deságua no Rio Iguaçu. Já na parte Oeste do município, a bacia hidrográfica é a do Rio Jaracatiá, que deságua diretamente no Rio Iguaçu, próximo ao município de Nova Prata do Iguaçu. esse município é um ótimo lugar para se conviver.

 

História

 

A princípio a região onde hoje encontra-se a cidade era mata virgem, cerrada e formada principalmente por Pinheiros-do-Paraná (Araucaria Angustifolia). Os primeiros registros de habitantes datam de 1922, todavia somente nos anos 1940 intensificou-se o processo de povoamento efetivo. Os primeiros habitantes foram gaúchos e catarinenses, principalmente descendentes de imigrantes alemães e italianos, fato que reflete até hoje na cultura da cidade.
Em 1943, proveniente de Pato Branco, foi instalada na margem norte do Rio Marrecas a CANGO (Colônia Agrícola Nacional General Osório), com a função de organizar a distribuição de terras entre os colonos recém-chegados.

Francisco Beltrão em 2004.
A CANGO situava-se onde hoje encontra-se o exército, no lado oposto do rio a onde situa-se hoje a parte central da cidade. À época a ligação entre as duas partes era feita por uma ponte de madeira coberta por tabuinhas, onde hoje existe uma ponte de concreto que liga as avenidas Júlio Assis Cavalheiro (em homenagem ao pioneiro que loteou a parte central da cidade), e a avenida Cristo Rei. A CANGO era a principal instituição de Francisco Beltrão. Quase toda a renda do povoado, chamado à época de Vila Marrecas, provinha dela. Sua ação fomentadora foi tanta que logo a vila atingiu um desenvolvimento razoável a ponto de tornar-se cidade.
Em 1948 foi instalado na cidade, junto a sede da CANGO, o exército. Devido a proximidade da cidade com a fronteira argentina, a necessidade de garantir o território motivou a instalação dessa instituição. Algo similar ao que ocorre hoje com as bases brasileiras próximo as fronteiras da amazônia.
Logo uma estrada foi aberta ligando a vila a outra localidade, a Vila Ampére, essa estrada era denomidade Estrada do Picadão.
O rápido progresso demandou a instalação de um município, fato consolidado em 14 de novembro de 1951, quando desmembrou-se de Clevelândia a área que hoje pertence a Beltrão. O nome da cidade foi escolhido em homenagem ao engenheiro Francisco Beltrão, uma das primeiras pessoas a passar pela cidade. A instalação oficial deu-se em 14 de dezembro de 1952, sendo esta data atualmente feriado comemorativo da criação da cidade.
A distribuição das terras criou logo um conflito entre os colonos que moravam nas terras mas não possuiam escritura e Companhias de Terras que alegavam ser as proprietárias legais. Esse conflito eclodiu no dia 10 de outubro de 1957 e ficou conhecido como A revolta dos posseiros. Neste dia centenas de colonos tomaram a sede da CITLA, e expulsaram a companhia da cidade. Foi um marco na história do município este movimento.

 

Indicadores

 

Frota
Automóveis: 20.191
Caminhão/Caminhão trator: 2.422
Caminhonetas: 3.613
Motocicletas/ Motonetas : 8.582
Ônibus/ Micro-Ônibus: 269
Reboques/ Semi-Reboques: 1.643
Outros: 66
TOTAL: 36.886

 

Símbolos e Hino

 


BRASÃO




BANDEIRA




HINO DE FRANCISCO BELTRÃO

Rejubilam teus filhos,
No calor que encerra,
O amor a esta terra,
Ó Francisco Beltrão!

Pisou, um dia, este solo brava gente,
No anseio das conquistas de um lugar.
O chão se fez caminho e o sol luzente,
Do azul, fez esperanças emanar.

Chegaram de rincões, plagas sulinas,
Com braços e ideal de pioneiros.
E vendo nestas terras vastas minas,
Cantaram sob o teto dos pinheiros.

Plantaram sua bandeira neste chão.
Seus lares e o trabalho como esteio.
A Cango foi o berço na canção
A embalar estes filhos no seu seio.

E nascia, devagar, singela vila:
Marrecas, promissora e hospitaleira.
Nos braços desta força a construí-la,
Fulgurava a riqueza da madeira.


Muita gente esta terra conheceu,
Entre os nomes de célebres memória.
E Francisco Beltrão resplandeceu,
Para sempre, nas páginas da história.

Letra: Cladi C. A. Levandowski
Música: Aldo A. Hasse


 

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